Crônicas

ISSO NÃO É PROBLEMA MEU...

Quantas vezes nós já ouvimos, no trabalho, alguém defender-se com uma frase como essa! Ou outras como:” isso é problema de vendas!” ou: “isso não é da minha área, o Depto. De compras que se arrume...”, etc. etc. A bem da verdade, escutamos isso o tempo todo. Porém , de tentarmos mergulhar um pouco abaixo da superfície, veremos que nenhum problema é tão exclusivo como se quer fazer parecer. Provavelmente quando alguém dispara uma frase como essa é Pare de olhar para trás. É hora de pisar fundo e concentrar-se no amanhã... porque ou não está entendendo o problema ou não tem interesse em resolvê-lo. Qualquer uma das duas hipóteses torna válidas as seguintes afirmações: · A falta de visão de um indivíduo pode levá-lo a pensar que ele é apenas uma carta do castelo que foi armado e que nada tem a ver com as demais. Esquecendo-se que se ele cai, todas os outros cairão, provando o principio e a importância da interdependência no trabalho. · É sabido que cada um de nós tem um limite de conhecimento e percepção da realidade. É inconcebível que nada façamos para romper esses limites, acomodando-nos no nosso patamar de incompetência. · A especialização é uma realidade e cada um de nós procura penetrar cada vez mais fundo nessa piscina. Contudo ser especialista de uma determinada área não implica perder a noção do conjunto nem isentar-se da responsabilidade do todo. Quem age assim, corre o risco de permanecer estático e “bitolado” no tempo e no espaço. · Deve-se partir do princípio de que existe um milhão de idéias a serem descobertas e o autor não precisa ser necessariamente “alguém da área”. Basta Ter criatividade e pô-las em prática, onde quer que seja. · Cultive a atitude de penetrar em outras áreas de trabalho, seja gerando sugestões seja conhecendo os “por quês”. Sua faixa de conhecimento se ampliará, alargando seus horizontes. · O que acontecerá se em vez de dizer “isso não é problema meu...” você disser: bem, essa questão não poderia ser resolvida dessa maneira...”? No mínimo você será visto como alguém cooperativo e com potencial além do que se exige para a função. E é exatamente isso que as organizações buscam hoje : indivíduos criativos, que sejam multidisciplinares e que estejam dispostos a participar do “negócio” como um todo, tirando de vez o olhar do retrovisor para concentrar a sua visão na estrada a sua frente...