Crônicas

COMO PILOTAR UM BOEING CHAMADO MULHER

Faz muito tempo que a mulher foi equiparada a um aeroplano. Alguns teóricos estão estudando há 5 séculos qual a verdadeira razão dessa comparação. No Brasil, já definimos: para nós mulher bonita é um avião ou um Boeing Os menos chegados sempre fizeram questão de dizer que a mulher, na verdade, de avião não tem é nada. Não tem nariz (grande e pontudo, como todo avião que se preza), não tem fuselagem (aquele corpo retilíneo e cheio de janelinhas), não tem asas e nem cauda. Portanto afirmam que chamar mulher bonita de avião é pura balela de quem não tem o que fazer. Mas, será mesmo? Outros, fanáticos congênitos, defendem a tese que a mulher-avião tem fuselagem sim senhor! É preciso reconhecer que a fuselagem da mulher não é retilínea (Graças a Deus!) e , por uma razão muito simples. Finalmente se fez justiça com o avião, um objeto tão bonito e tão retilíneo... Estava mais do que na hora de se reparar tamanho erro com o coitadinho e compará-lo a um formato belo e curvilíneo como é o corpo de uma mulher. Portanto o avião deveria ter sido curvilíneo desde o começo; foi somente um erro de projeto. Cauda? Óbvio que a mulher-avião tem cauda! principalmente aquelas fabricadas no Brasil. São caudas duplas que deixam qualquer retardatário com vontade de nunca mais ultrapassar. Asas? Mas é claro que a mulher-avião tem! Tem duas asas na frente da fuselagem que, independente do seu ângulo de ataque, farão Toda mulher-boeing está rodeada de “mecânicos” querendo lhe dar manutenção... sempre levantar vôo mesmo que o manicaca tenha somente algumas horas de vôo. Enfim, para não entrar em demasia em outros detalhes de foro íntimo, creio que é justificável chamar de Boeing a uma mulher bonita. Todavia, eu levantaria uma questão importante: como é que a gente aprende a pilotar esse tipo de máquina? Minhas pesquisas e os levantamentos técnico-científicos que realizei nas melhores universidades do mundo, me indicaram que ainda não existe um curso de especialização para poder pilotar uma mulher-Boeig. E agora? Como fazer para que ela levante vôo suavemente e não entre em pane até a aterrissagem? Que botão apertar se no meio da decolagem alguma luz no painel indicar que não é a hora correta de puxar o manche? Onde e como fazer a manutenção, com tanto mecânico em volta, enfileirados e babando para ajustar os seus sistemas? Como convencer o co-piloto (e tem?) que ele só está habilitado a ligar o piloto automático, verificar os instrumentos e mais nada? Pois é, estes são somente alguns dos muitos problemas que deixam os pilotos dos Boeings de cabelo branco (já notou que todos têm?) E sabe do que mais? Agora vou me preparar para quando ficar rico: pretendo escrever um livro com o título desta crônica. Quer reservar o seu exemplar?