Crônicas

VOLTEMOS A SER CRIANÇA

Você já parou para pensar como é interessante o ciclo de vida do homem? Nem bem a gente nasce e já inicia uma fase de aprendizagem, sobre a vida, numa velocidade que deixaria tonto té um piloto de fórmula um. A um certo ponto da vida – que varia de pessoa para pessoa – vamos aliviando o pé do acelerador e até começamos a fazer uso do freio, diminuindo sensivelmente a velocidade do nosso aprendizado. São raras as pessoas que representam a exceção a esta regra. Está provado que a razão da nossa desaceleração é o fato de nos tornarmos adultos. Ou seja, enquanto a gente é criança deixa de lado todas as barreiras da timidez e do orgulho, aceitando livremente a nossa condição de aprendiz, permitindo que o ambiente que nos cerca, carregue a nossa bagagem de informações e alimente o nosso conhecimento. À medida em que crescemos e nos sentimos fisicamente maduros, vamos querendo nos equiparar ao mundo adulto e o sentimento de competitividade obriga-nos a igualar ou a superar aos eu nos rodeiam, criando barreiras que impedem ou proíbem de continuar recebendo dos “adversário” novas informações. É o momento em que começamos a pisar no freio do nosso desenvolvimento . E sabem por que? Porque queremos assumir o paradigma da figura do adulto “que tudo sabe e tudo nos ensina”. Mas que mentira! Que lorota boa! É uma pena que só conseguimos descobrir essa farsa no final da caminhada. Já perceberam que os velhos retomam certas atitudes de criança? Pois é: é a retomada da consciência. O retorno ao caminho que nunca deveria Ter sido abandonado. É que o velho, com toda a sua experiência, percebe o erro que fez e tenta repará-lo deixando de ser adulto e voltando a ser criança, reaprendendo a brincar, a sorrir, a ser ingênuo , a perguntar sobre as coisas e não ter medo de se expor. Moral da história: ser adulto significa criar uma “casca” em nossa personalidade que nos impede de abrir os nossos sentimentos e a nossa imaginação, fazendo-nos perder a maravilhosa magia da naturalidade, obrigando-nos a acreditar que no jogo sisudo dos adultos, quando você não ganha, inevitavelmente você perde. Enquanto isso, a criança entra no jogo descontraída e alegre nem para ganhar nem para perder: entra para aprender, sem os “deverias” e as imposições que limitam o raciocínio do adulto. Por essa e outras razões, têm gente que leva o trabalho tão a sério, achando que “brincar” é um pecado, e afirmando, a todo momento: “ Eu não brinco em serviço”, como se isso fosse o verdadeiro diferencial entre o certo e o errado. Nada tão errado! Gente , vamos tirar essa venda dos olhos. Vamos sair dessa “prisão” que nós mesmos construímos e darmos rédeas às nossas idéias e pensamentos com toda a liberdade que merecemos. Vamos voltar a ser um pouco mais criança. Vamos demonstrar a nossa curiosidade pelas coisas novas; vamos gargalhar quando for preciso; vamos arriscar sem medo de errar; vamos amar aos outros sem esperar um retorno compulsório; vamos brincar mais e melhor. Se você está à procura da poção mágica para a felicidade, leia de novo estas linhas e seja feliz!