Crônicas

A NOITE DE SÃO PAULO I

Desce a cortina. O ambiente de expectativa explode no clímax que torna o momento quase que sublime; durante todo o dia estivemos preocupados com nossos problemas sem deixar, contudo, de pensar no que viria ao final do dia e, finalmente, faz-se a noite. E o que é mais interessante: faz-se noite em São Paulo. Que, a bem da verdade, não é uma noite como as outras. É um acorde melódico inigualável! Ainda como resquício do incomensurável sacrifício que é morar na metrópole, ao deixar o trabalho temos que enfrentar um pedaço do tempo -entre a labuta e o lar - que poderíamos chamar de purgatório. É ônibus lotado, é gente se amontoando nas estações do metrô, é o pré-banho compulsório da chuva de fim de tarde que nos obriga a olhar fixamente o chão para desviar dos mil lagos enquanto o automóvel que passa à toda nos cobre de lama e ainda por cima de impropérios; é a fila de carros que não anda, a 23 parada, a Berrini congestionada e a nossa paciência esgotada. O leitor dirá: mas assim não há palavrão que agüente! É verdade. Mas é verdade também, que passamos por tudo isso porque a noite está chegando e com ela todas as delícias que merecemos e desejamos estão por vir. Uma banho, a troca de roupa, um aperitivo para animar a festa e, lá vamos nós. Noite adentro para esquecer de todas as nossas amarguras e...simplesmente viver! A noite é uma criança: é linda, maravilhosa e tem apenas 443 anos de prazeres... O que é viver? Depende da motivação, da grana disponível, da energia que você tem para gastar e, óbvio, da companhia ao seu lado. Mas o que importa não é isso: o que realmente importa é que ao cair a tarde, nosso chão salpicado de estrelas e a suave melodia do “dolce far niente” nos cativa e ns envolve a todos: os que têm grana e os que não têm, os que têm energia e os que não têm; os que muito querem e os que se conformam com pouco. A noite é de todos. E São Paulo, como ninguém, sabe entender isso e tornar-se pródiga com alternativas super interessantes para todos os gostos. Da simples ida à sorveteria para colocar o papo em dia com uma velha amizade, ao passeio descompromissado por uma avenida-vitrine na esperança de encontrar a companhia desejada, vale tudo na velha (443 anos!) city. Há os que gostam de assistir ao desfile das damas (leia-se panteras...) da noite na Rua Augusta, mas há também os mais avançados que gostam de sofrer e assistem ao show do Kilt, do mais puro sexo explícito. Muricinhos e patricinhas a cavalo de suas potentes e reluzentes máquinas importadas, comunicam-se (via celular, é claro) e fazem point nos barzinhos badalados da Henrique Shaumann e do Itaim. O programa tipicamente paulistano, entre os mais comportados, ainda é o campeão da noite: uma pizza ou uma cantina -no bexiga, de preferência. Da Salsa ao Pagode as danceterias da Guarapiranga e da Rua Franz Schubert, deixam o som rolar solto; do inigualável “Boca da Noite” ao Municipal, para quem gosta de canto com chopp ou com smoking, é só conferir. Quer mais? Cinemas? Teatros? Shows? mil e uns! Ah! minha velha e querida São Paulo. Só tenho saudade de uma coisa: do velho lampião de gás e dos passeios a pé do meu antigamente, quando pegar na mão era uma façanha e as damas da noite estavam recatadamente confinadas à casa da luz vermelha (com todo respeito!). No mais é tudo tão bonito!! Desce a cortina. O ambiente de expectativa explode no clímax que torna o momento quase que sublime; durante todo o dia estivemos preocupados com nossos problemas sem deixar, contudo, de pensar no que viria ao final do dia e, finalmente, faz-se a noite. E o que é mais interessante: faz-se noite em São Paulo. Que, a bem da verdade, não é uma noite como as outras. É um acorde melódico inigualável! Ainda como resquício do incomensurável sacrifício que é morar na metrópole, ao deixar o trabalho temos que enfrentar um pedaço do tempo -entre a labuta e o lar - que poderíamos chamar de purgatório. É ônibus lotado, é gente se amontoando nas estações do metrô, é o pré-banho compulsório da chuva de fim de tarde que nos obriga a olhar fixamente o chão para desviar dos mil lagos enquanto o automóvel que passa à toda nos cobre de lama e ainda por cima de impropérios; é a fila de carros que não anda, a 23 parada, a Berrini congestionada e a nossa paciência esgotada. O leitor dirá: mas assim não há palavrão que agüente! É verdade. Mas é verdade também, que passamos por tudo isso porque a noite está chegando e com ela todas as delícias que merecemos e desejamos estão por vir. Uma banho, a troca de roupa, um aperitivo para animar a festa e, lá vamos nós. Noite adentro para esquecer de todas as nossas amarguras e...simplesmente viver! A noite é uma criança: é linda, maravilhosa e tem apenas 443 anos de prazeres... O que é viver? Depende da motivação, da grana disponível, da energia que você tem para gastar e, óbvio, da companhia ao seu lado. Mas o que importa não é isso: o que realmente importa é que ao cair a tarde, nosso chão salpicado de estrelas e a suave melodia do “dolce far niente” nos cativa e ns envolve a todos: os que têm grana e os que não têm, os que têm energia e os que não têm; os que muito querem e os que se conformam com pouco. A noite é de todos. E São Paulo, como ninguém, sabe entender isso e tornar-se pródiga com alternativas super interessantes para todos os gostos. Da simples ida à sorveteria para colocar o papo em dia com uma velha amizade, ao passeio descompromissado por uma avenida-vitrine na esperança de encontrar a companhia desejada, vale tudo na velha (443 anos!) city. Há os que gostam de assistir ao desfile das damas (leia-se panteras...) da noite na Rua Augusta, mas há também os mais avançados que gostam de sofrer e assistem ao show do Kilt, do mais puro sexo explícito. Muricinhos e patricinhas a cavalo de suas potentes e reluzentes máquinas importadas, comunicam-se (via celular, é claro) e fazem point nos barzinhos badalados da Henrique Shaumann e do Itaim. O programa tipicamente paulistano, entre os mais comportados, ainda é o campeão da noite: uma pizza ou uma cantina -no bexiga, de preferência. Da Salsa ao Pagode as danceterias da Guarapiranga e da Rua Franz Schubert, deixam o som rolar solto; do inigualável “Boca da Noite” ao Municipal, para quem gosta de canto com chopp ou com smoking, é só conferir. Quer mais? Cinemas? Teatros? Shows? mil e uns! Ah! minha velha e querida São Paulo. Só tenho saudade de uma coisa: do velho lampião de gás e dos passeios a pé do meu antigamente, quando pegar na mão era uma façanha e as damas da noite estavam recatadamente confinadas à casa da luz vermelha (com todo respeito!). No mais é tudo tão bonito!!