Crônicas

PLANEJANDO A PRÓPRIA VIDA

Fomos habituados a planejar grande parte das coisas, menos a nossa própria vida. Constado e discuto, essa realidade, diariamente com meus alunos da universidade e percebo que os jovens não estão recebendo a orientação adequada de como planejar as suas vidas e, obviamente, sem rumo e sem vento, não há veleiro que chegue ao porto desejado. A garotada precisa aprender desde cedo que nada na vida acontece por acaso, inclusive o rumo de suas vidas. Planejar a própria vida é tarefa que deveria começar nos bancos da escola... Talvez nem só os pais fossem os responsáveis por essa orientação: os mestres e a própria escola (a partir do primeiro grau mesmo!) já deveriam despertar na moçada, o interesse pela grande tarefa que é o fato de cada um ser responsável pelo próprio destino. Um planejamento de vida deve levar em conta, por exemplo três fases: a fase do aprendizado, que vai até, aproximadamente, os 23/25 anos de idade; a fase da construção (do patrimônio) que deveria ir dos 25 aos 45 anos, e a fase da realização, , dos 45 ao fim da vida. As três fases são igualmente importantes e se encontram interligadas uma a outra fazendo com que o sucesso de uma dependa da anterior. Na primeira fase do aprendizado estaremos plantando as bases para o patrimônio que iremos construir na segunda, que por uma vez ultrapassada com sucesso, nos dará a tranqüilidade necessária para desfrutarmos a terceira (e última...). É fácil perceber que o começo de toda essa caminhada pode (e deve) ser planejada o mais cedo possível, para garantir o máximo de tempo para prepararmos as “ferramentas” de que iremos precisar para -na segunda fase- ganhar e reservar (?) o dinheiro para construir o nosso futuro. Dos 25 aos 45 anos (vinte longos anos de vida...) é o tempo médio de que dispomos para isso. Pode parecer muito mais não é. Por exemplo, uma boa carreira de executivo leva quase todo esse tempo para dar frutos... Você se forma aos 25 anos, entra numa organização como assistente, depois de 4 anos é promovido a analista, passados mais 4 anos você se descobre supervisor, mais 4 chefe, mais 4 gerente e, finalmente, mais 4 diretor. Nessa trilha, certamente você planejou reservar o suficiente, do seu salário mensal para adquirir uma casa própria, um automóvel e alguns belos acessórios que lhe permitissem viver pelo menos dentro de um padrão classe média. Sem esquecer de regar a sua poupança mensalmente para que depois dos 60 anos você não seja totalmente dependente da sua aposentadoria . A terceira fase da vida, é aquela em que teremos a oportunidade, finalmente, de fazer as coisas que sempre desejamos e que represamos durante todo o passado sem poder realizá-las. Deve ser a recompensa final por termos trabalhado e nos dedicado tanto aos outros (empresa, filhos, trabalho , etc.) e ter um final feliz. Todos os objetivos dão possíveis de atingir. Basta, em primeiro lugar planejá-los e sem segundo persegui-los com afinco. Se conseguirmos fazer isso no nosso trabalho, com os objetivos da empresa, por que não com os nossos objetivos de vida? Ou será que não os temos? Claro que sim . O que acontece é que a gente não os leva a sério ou nem mesmo monta um plano de vida de longo prazo como deveria. E o pior é que só descobre o erro quando já é muito tarde. Por isso, volto a lembrar da importância de se despertar esse comportamento, nos jovens, já desde os primeiros anos de escola. O futuro nos pertence, sempre e quando soubermos administrar o presente!